Blog do Dr. Alexandre Faisal

Nos Estados Unidos 6% das mulheres sofrem com endometriose

Alexandre Faisal

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Endometriose afeta a vida de muitas mulheres. Um estudo americano estima a real prevalência do problema 

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          Endometriose é sério problema que afeta a vida de muitas mulheres, em período reprodutivo. A doença caracterizada pela presença do endométrio – tecido que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve: trompas, ovários, intestinos e bexiga. Isso causa dor ao menstruar, nas relações sexuais, sangramento menstrual intenso ou irregular e infertilidade. A real dimensão da freqüência do problema é controversa: estudos apontam que entre 2 e 40% possam apresentar o problema. Um estudo americano procurou estimar a prevalência de endometriose diagnosticada (ED), bem como avaliar os sintomas associados à doença. Foram entrevistadas por meio da internet mulheres com idades entre 18 e 49 anos, no período de agosto a novembro de 2012. Foram colhidas informações sobre sintomas e dados demográficos (idade, raça, escolaridade, renda, região).

        O impacto negativo dos sintomas foi comparado em mulheres com e sem endometriose diagnosticada. O resultado mais importante mostra que a prevalência de ED foi estimada em 6,1% (2.922 de 48.020 mulheres pesquisadas). Mais da metade das mulheres tinham entre 18 e 29 anos de idade, quando foram receberam o diagnóstico, sendo que a grande maioria (86,2%) delas apresentava sintomas antes do diagnóstico. Como era de se esperar todos os sintomas forma mais comuns nas mulheres com endometriose: dor pélvica ou cólica menstrual (52,7 vs. 45,2%), dor pélvica não menstrual (36,7 vs. 14,3%) e infertilidade (11,6 vs. 3,4%). Dor na relação sexual era quase 3 vezes mais comum nos casos de endometriose. Para complicar os sintomas eram, no geral, mais graves, nestas mulheres.

         Como se vê, trata-se de problema comum com grande impacto na vida da mulher americana e também, na mulher brasileira. Estudos nacionais estimam que 10% das brasileiras apresentem o problema e que até 30% delas tenham comprometimento da fertilidade.

(Fuldeore & Soliman, Prevalence and Symptomatic Burden of Diagnosed Endometriosis in the United States: National Estimates from a Cross-Sectional Survey of 59,411 Women. Gynecol Obstet Invest. 2016)